Bugs do dia a dia
Esse artigo tem o propósito de estabelecer uma analogia entre coisas do nosso cotidiano e as melhores práticas da engenharia de software. Destaco abaixo “dois bugs” recentes do nosso dia a dia
@#Bug¨& nº1 : Projeto a deriva
Já participou daquele projeto que tem duração indeterminada, não se sabe quem é o patrocinador, não se tem cronograma definido e os custos não são controlados? Quem nunca participou de um projeto desses que atire a primeira pedra (ops!, ou me mande um e-mail)
Pois ao ver o vídeo abaixo eu imediatamente lembrei de um projeto a deriva.
E assim como o que ocorre nesse vídeo, um projeto a deriva é perigoso e pode causar sérios danos a empresa e aos envolvidos com o mesmo. E os seus projetos, estão a deriva? Você elabora EAP e faz análise de riscos dos seus projetos? Ou deixa “uma força animal” conduzí-lo?
E quando você vê um projeto em risco o que faz: apenas avisa o gerente do projeto, ou toma uma atitude efetiva?
&$Bug#@ nº 2: Papel reloaded
Século XXI ano de 2010: Temos varios leitores digitais para livros como o Kinddle, aparelhos celulares cada vez mais sofisticados, desenvolvemos sistemas que evitam a utilização do velho e bom papel. Enfim, nossa vida está cada vez mais “digital”.
Mas como nunca antes visto nesse país, nosso ministro do trabalho editou uma portaria (Nº 1.510, de 21 de agosto de 2009) que regulamenta o ponto eletrônico para os trabalhadores do Brasil. Por incrível que pareça, um dos itens dessa portaria institui a impressão de comprovante em papel para cada vez que o ponto for marcado. Assim como um ponto é marcado 4 vezes ao dia (não sei se vale para todas as empresas) você terá ao final de uma mês de trabalho 80 comprovantes em papel do seu ponto. 80 comprovantes vezes o número de trabalhadores brasileiros =????. Que beleza! A natureza agradece
Veja o comentário (podcast) da jornalista Miriam Leitão sobre isso:
E para ser imparcial veja a resposta do ministério do trabalho:
http://www.mte.gov.br/sgcnoticia.asp?IdConteudoNoticia=7303&PalavraChave=ponto eletrônico
E quando você dá soluções sistêmicas para os seus clientes, propõe soluções eficientes, ou apenas informatiza a bagunça? Pensa de forma sustentável, racionalizando os recursos ou o que vale é a entrega? Faz um bom levantamento das necessidades dos clientes e traduz essas necessidades em requisitos do software, ou não?
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